sábado, 10 de março de 2012

CURSOS PARA CONSULTORAS EM AMAMENTACAO DO AMAR

Curso I - Setembro/11
Curso II - Novas consultoras, novas cidades, novos Estados- Jan/12
Proxima data Mod. I - 27/28 e 28 de abril!

sexta-feira, 9 de março de 2012

O nascimento do Amar

Sou dentista, psicopedagoga com especialização em saúde pública e idealizadora do CrianSaúde, programa de prevenção e promoção de saúde aplicado por equipe transdisciplinar em escolas de educação infantil.
Atuando há quase 10 anos com crianças, trabalhando com equipe integrada de saúde e educação em escolas e berçários com amamentação, em 2004 nasceu meu primeiro filho, Bruno. Coincidência ou não, Bruno nasceu no dia 05 de agosto (Dia Nacional da Saúde), na semana mundial de amamentação e não sabia mamar. Nasceu retrognata (queixo bem para trás) e foi um bebê mordedor. Foi então que eu, pensando ser PhD em amamentação, por ter toda a teoria, ter feitos vários cursos, tive muitas dificuldades para amamentar meu filho. Tive mastites recorrentes, abcesso mamário, tive que drenar o seio, parar de amamentar por um tempo, fazer relactação e apesar de todas as dificuldades, não desisti.
Bruno só aprendeu a mamar com 3 meses, e foram os 3 meses de maior aprendizado e busca de orientações e informações. O apoio de meu marido Felipe, nesta fase, foi fundamental, já que ele chegava inclusive a acordar a noite comigo para segurar o Bruno, pois cheguei a desmaiar de dor.  Tinhamos medo de derrubar o Bruno, que passada esta fase, mamou muito bem no seio até 1 ano e 1 mês, quando Erika descobriu estar grávida de Laura e fui orientada a interromper a amamentação, por ter perdido o primeiro bebê.
Laura já nasceu mamando, porque  já havia aprendido e vivenciado muito da parte prática do aleitamento materno e foi quando iniciei as visitas domiciliares de apoio e incentivo ao aleitamento materno. No início, ia voluntariamente ajudar as amigas, depois as amigas das amigas, ensinando, aprendendo ainda mais e evitando que passassem tudo o que eu havia passado.
Fui convidada a dar uma palestra sobre o tema junto com meu irmão, Godofredo Pignataro Neto, também dentista, e desde então sou palestrante do Curso de Gestantes da Unimed. Surgia a semente do que é hoje o Amar é Amamentar, programa de apoio e incentivo ao aleitamento materno que já acontece em nossa cidade há 02 anos.
Atuando com equipe interdisciplinar, como fisioterapeuta do CrianSaúde, Patrícia Lopes Godoy já havia assistido as minhas palestras, acompanhado de perto as consultorias e participado de capacitação de equipes quando seu filho Caio nasceu. Patrícia me ligou para  ir ajudá-la, porque estava com dificuldades na amamentação e relatou: -Erika, nós esquecemos tudo!!! (e assim iam aprendendo mais um pouco).
Até então, as consultorias eram feitas após o bebê nascimento, quando as mães tinham alguma dificuldade. Mas depois da experiência da Patrícia, quando a psicóloga Flávia, também do CrianSaúde, engravidou, pediu que avaliasse seus seios antes de ir a maternidade e tiveram uma conversa de quase 1 hora, onde ela recebeu todas as orientações práticas e inclusive viu que já tinha colostro.
Combinaram então que desta vez, eu estaria junto no momento da primeira mamada de Matheus, na maternidade. E assim foi, e também Matheus era (ou seria) um bebê mordedor. Erika corrigiu a pega e o padrão de sucção e colocou Matheus para mamar. Depois da alta, foi fazer uma visita e esclareceu mais alguns pontos importantes. Pronto, deu tudo certo e percebei a importância em também fazer a prevenção no Amar é Amamentar, principalmente quando a mãe ainda não tem referência da pega ideal, porque depois que Flávia aprendeu como deveria ser a pega, quando Matheus mudava a forma de mamar, ela mesmo percebia e corrigia, prevenindo as rachaduras e fissuras.
Estava formatada então esta nova forma de atuação, com visitas domiciliares ou clínicas no pré-parto, parto e pós parto, acontecendo e 3 visitas: 01 antes do bebê nascer, 01 na maternidade e outra após a alta, já em casa. E onde evidenciam-se os maiores sucessos, pois juntas, elas perceberam e vivenciando as próprias experiências aprenderam que promover a amamentação é importante, mas é necessário criar condições para prevenir e resolver os problemas que possam surgir (apoio), cuidando de perto para que nenhum obstáculo seja colocado no caminho da amamentação (proteção).
No início deste ano, após 8 anos de atuação como psicóloga no CrianSaúde, atuar na Brinquedoteca e Amar é Amamentar (programas que surgiram depois, mas como a mesma raiz), Flávia fixou residência em Itabúna (BA), pelo trabalho do marido. Em agosto de 2011, passeando em Araras, já apaixonada pela causa, mostrou interesse em desenvolver a consultoria em amamentação naquele estado. Formataram o trabalho e daí surgiu a idéia de expandir  o programa, com seus importantes diferenciais quanto a forma de atuação e seus resultados positivos para outras cidades.
Havia nascido o Amar, hoje já realidade.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Mulher mãe: Dia 08 de março de 2012

Escolhi hoje para iniciar as postagens do blog para homenagear todas as mulheres mães e também as que não são mães, mas apoiam as que são na arte de amamentar. Deixo aqui um agradecimento especial acompanhado de um grande beijo e um abraço bem apertado a todas as consultoras do Amar, por compartilharem desse sonho que vem se concretizando por vocês.
Parabéns especial a nossa equipe de mulheres poderosas e amorosas, Adriana Dezotti Fernandes, Juliana Bovo e Patrícia Lopes, minha homenagem a vocês, por sermos instrumentos de propagação de amor.
E um mais do que especial a minha mãe, grande mulher guerreira, por ter sido mãe-pai-professora-amiga, por ter me amamentado (e também foi ama de leite...UAU). Exemplo de força e luta, TE AMO.
E as minhas amigas, parabéns lindas mulheres, felicidades nesse dia mágico.

OS DESAFIOS DA MULHER MODERNA


A mulher atual é a multi tarefas. Mas, resta saber por quanto tempo esta fase durará.
Acompanhando alguns fóruns, debates e estudos relacionados ao mercado feminino é possível perceber que as mulheres estão na fase final da multi-tarefas, um momento de transição que será regido por uma nova etapa  – o da escolha.
A mulher galgou por novos desafios, assumiu novos papéis e em muitos casos tudo isto foi somado a sua tarefa de mãe, dona de casa e esposa. O que para muitas destas não trouxe a felicidade plena tão buscada pelo sexo feminino, pois a missão de administrar todos os interesses nem sempre foi satisfatória, deixando de cumprir bem muitos deles. E aí veio a culpa por não ser perfeita.
Atualmente, a culpa faz parte de muitas mulheres por sentirem que chegaram onde sempre quiseram estar – ascensão de carreira, principalmente, mas não conseguem acompanhar seus filhos na educação integral.  Ou ao contrário, mulheres que sempre cuidaram de sua prole e se culpam por não terem dedicado mais tempo para sua carreira. Ou ainda, as multi-tarefas que estamos falando que não deram conta nem das crianças, tão pouco da carreira. E outros tantos exemplos de culpa feminina, onde a busca era por serem perfeitas.
As possibilidades para a mulher atual são diversas. Resta a ela saber o que mais importa para si e para sua família, sem abrir mão do que quer alcançar.
O autoconhecimento é crucial nesta nova jornada do poder feminino. É preciso fazer escolhas! É necessário ter crítica e pensar o que no futuro pesará na balança.
A principal diferença entre a mulher de gerações anteriores e a da mulher da próxima etapa é que esta terá autonomia nas suas escolhas, e contará com a multiplicidade de possibilidades. Já a do passado, ou ela aderia a um padrão pré-existente ou tornava-se rebelde.
Hoje, ainda existem muitos tabus, crenças e mitos a serem quebrados, mas as escolhas serão melhores entendidas por todos, pois ela conseguiu assumir diferentes papéis, mas está aprendendo com quais deles mais se identifica. E ainda, como abdicar de alguns, pois não são mulheres maravilhas. Só que esta fase precisa ser curta, pois a sociedade está esperando pela mulher das possibilidades, das escolhas.
Já vemos alguns sinais da evolução desta etapa de transição quando, por exemplo, presenciamos uma mulher assumir que nasceu para ser dona de casa, para ser mãe, que não quer ter filhos, ou que quer ser diretora de uma grande empresa, por exemplo.
A fase de escolhas não é necessariamente optar por uma única atividade para ser exercida, mas sim dar pesos para cada uma delas que realmente queiram assumir. E nesta fase, deixar outras tantas não será sacrifício e sim escolhas que todas teremos que fazer.